Depressão: a perspectiva da ví­tima

depressao a perspectiva da vi­tima Autor: Bispo Sebastião Cassemiro | Data da Postagem: 10/10/2018

A depressão é uma forma de transtorno do humor. A palavra “depressão” em senso comum expressa o sentido de desespero, tanto o “ da boca para fora” quanto o da verdadeira “melancolia”. Porém, alguns sintomas de depressão não se encaixam na definição popular.

O simples fato de perguntar a um indivíduo se ele está deprimido pode não gerar o sentido adequado do termo. Há uma gama de sintomas integrados ao termo amplo “depressão”.

A depressão, a ansiedade e o pânico são doenças sérias. Muitos suicídios ocorrem devido ao fato do indivíduo ser vítima da doença depressão. Outros milhares morrem em acidentes de um tipo ou de outro, porque não conseguem cuidar do próprio bem-estar ou tomar a atitude necessária numa situação de emergência com relação à própria saúde.

Considerando-se todas as formas de depressão, cerca de três em cada dez pacientes no atendimento médico geral caem ampla categoria de diagnóstico, conforme salienta James Gardner e Arthur H. Bell.

O sintoma de ansiedade é muito comum na depressão, apesar da grande maioria de pessoas acharem que a depressão é o mesmo que humor deprimido.

Há uma diferença entre um sintoma e uma síndrome. Pode-se estar deprimido e apresentar sintomas de ansiedade, humor alterado ou ambos.

Vários pacientes de depressão divulgaram uma lista de sintomas e sentimentos sentidos por eles durante o tratamento.

  • Interesse reduzido por atividades;
  • Indecisão;
  • Sensação de tristeza, infelicidade ou melancolia;
  • Irritabilidade;
  • Transtornos de sono;
  • Perda de concentração;
  • Aumento ou perda de apetite;
  • Perda da autoestima;
  • Perda do desejo sexual;
  • Perda da memória;
  • Desespero ou desesperança;
  • Pensamentos suicidas;
  • Menos pensamentos agradáveis;
  • Sensação de culpa;
  • Choro incontrolável e sem motivo aparente;
  • Sensação de desamparo;
  • Inquietação falta de controle;
  • Sensação de desorganização;
  • Dificuldade de realizar as atividades diárias;
  • Falta de energia ou sensação de cansaço;
  • Pensamentos de autocrítica;
  • Ações e pensamentos lentos;
  • Sensação de estupor;
  • Preocupação com ruína financeira e pobreza;
  • Preocupação com coisas fúteis;
  • Sofrimento emocional e físico;
  • Sentir-se morto ou desligado.

 

O humor incluído pelas vítimas em algumas das descrições de sintomas não significa que a depressão seja considerada superficialmente.

O humor, conforme chamou Freud de “humor tendencioso”, é aquele em que a pessoa comunica a mensagem verdadeira envolta em humor. Ou seja, se um paciente afirma “sou um chato”, por exemplo, pode estar realmente revelando um sentimento real e julgamentos pessoais através de uma mera expressão.

Um episódio de duas semanas ou mais, a vítima perde praticamente todo interesse por suas atividades.

Entre os sintomas principais costumam incluir-se perda da capacidade de sentir prazer (anedonia), afastamento das atividades normais, dificuldade de pensar e de    concentrar-se, ansiedade, perda de energia, perda de desejo sexual, sentimentos de inutilidade ou culpa, tristeza, aceleração ou lentidão das funções corpóreas e movimentos normais, mudança de apetite ou de peso, mudanças nos padrões de sono (insônia ou hipersônia) e pensamentos de suicídios. A vida social e profissional do indivíduo vítima de depressão é significativamente prejudicada.

Entre as características não verbais destacam-se olhos fundos, palidez e voz monótona. As vítimas em geral apresentam movimentos lentos, aumento de peso, dificuldade de sair da cama para enfrentar a vida, murmuro de palavras estranhas. Outras vítimas, contudo, apresentam irritabilidade, ansiedade e raiva. Na inquietação, podem ser incapazes de relaxar, comer ou dormir. Pode ocorrer falas e movimentos agitados, tais como mãos inquietas.

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