Sí­ndromes Psiquiátricas

si­ndromes psiquiatricas Autor: Bispo Sebastião Cassemiro | Data da Postagem: 30/08/2018

Existem poucas síndromes psiquiátricas cujas descrições clínicas são tão constantes através das épocas sucessivas da história. Depois de quase 2500 anos o homem secular não se encontra em melhores condições.

As funções psíquicas do deprimido ficam perturbadas em seu conjunto, ocorrendo rebaixamento do humor e diminuição de energia e atividade, com o enfermo vivenciando grande astenia (diminuição da força muscular) e profunda tristeza.

Assim como a culpa, a depressão ocorre quando a raiva fica recolhida e voltada para dentro do enfermo. Geralmente a pessoa no estado depressivo tem um baixo interesse pela vida, podendo pensar que o suicídio é a única solução para o sofrimento, que é agravado com lembranças de fatos reprimidos.

Portanto, a ajuda de um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra clínico é fundamental para que através da relação de ajuda com profissionais, possa o paciente liberar a raiva reprimida.

Para David Viscott, a depressão nos diz que há algo errado na maneira como o indivíduo se relaciona com o mundo, que há algo de errado na maneira do depressivo conduzir a vida. Quando alguém é impedido de fazer algo ou quando vê que almejado não foi realizado, surge a frustração e, então, pode surgir um quadro depressivo.

A depressão, assim como o estresse, o medo e o pânico, têm uma longa e provavelmente bem merecida folha corrida de crimes contra a humanidade.

A palavra melancolia não resume a experiência da maioria das pessoas deprimidas, visto que tais indivíduos não se sentem simplesmente tristes, pesarosos ou sombrios. Os sintomas da depressão variam amplamente.

Certo é que os sintomas mais comuns são profundas sensações de desespero, inação, inutilidade, desesperança, fracasso, torpor físico e “náusea mental”.

A depressão é a resposta a uma perda atual. As perdas geram depressão, mesmo quando parecem ser fúteis. Em muitos casos, as circunstancias exteriores de muitas pessoas deprimidas estão longe de ser depressivas. Não é incomum que sejam ricas, tenham boa posição, um cônjuge e amigos solidários, além de serem bem-sucedidas profissionalmente.

Em compensação, muitas pessoas que vivem na pobreza, enfrentando um relacionamento desgastante e lutando para encontrar trabalho, não caem em depressão.

Tais generalizações não pretendem traçar um perfil típico da pessoa deprimida, mais sim mostrar que as circunstâncias exteriores sozinhas não causam depressão.

O ser em depressão é visto como estando numa condição na qual se encontra incapaz de reagir. Nesta condição os sentimentos de prazer servem para que o indivíduo se afunde mais em sua depressão. Este ser pode sentar-se numa cadeira sem fitar nada em particular por horas a fio (Lowen, 1983).

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