
Opróbrio — quando a fidelidade é colocada à prova
“Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois tenho guardado os teus testemunhos.” Salmo 119:22.
O ouro, quando submetido ao fogo, não perde seu valor; ao contrário, sua pureza é revelada. Assim também acontece com a fé. Algumas adversidades não foram permitidas para nos destruir, mas para revelar se continuaremos fiéis quando obedecer a Deus nos custar alguma coisa.
Opróbrio é a condição de quem sofre desonra, vergonha ou desprezo. O vitupério está relacionado à afronta e às palavras injuriosas; a ignomínia, à profunda humilhação e desonra pública. Todos esses sentidos encontram uma expressão máxima na cruz de Cristo.
Jesus foi rejeitado, insultado, humilhado e exposto ao vexame. Contudo, não abandonou Sua missão. “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca”, (Isaías 53:7). Aquele que poderia ter evitado a cruz escolheu permanecer nela por amor e obediência ao Pai.
O mundo pode tentar transformar nossa fidelidade em motivo de vergonha. O inimigo também utiliza argumentos aparentemente inofensivos para introduzir sofismas e distorcer a verdade. Por isso, o salmista estabelece uma relação fundamental: “tenho guardado os teus testemunhos.” Sua resposta ao opróbrio não é abandonar a Palavra, mas permanecer nela.
Há momentos em que ser fiel a Deus significará não receber aplausos, mas enfrentar oposição. Nesses momentos, lembre-se: a cruz demonstra que o sofrimento suportado por fidelidade a Deus não é desperdício.
Cristo suportou o vitupério para nos redimir. Portanto, não permita que o desprezo dos homens faça você negociar a verdade de Deus.
Oração
Senhor Jesus Cristo de Nazaré, sustenta-me quando minha fidelidade for provada. Dá-me discernimento para rejeitar todo engano e coragem para permanecer na Tua Palavra, mesmo quando isso me trouxer oposição. Que eu jamais troque a verdade pela aprovação dos homens. Peço-Te em Teu nome. Amém.
Pensamento do dia
“Quem permanece fiel à verdade pode sofrer o opróbrio dos homens, mas jamais perde a aprovação de Deus.” (Sebastião Cassemiro Borba).