Rotina cinzenta

Data: 14/08/2026 | Autor: Bispo Sebastião Cassemiro

Quando os dias parecem cinzentos

“Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmo 30:5).

Depois de uma tempestade, a chuva leva consigo a poeira, a fuligem e a fumaça que obscureciam a paisagem. O céu pode até continuar nublado por algum tempo, mas a luz não deixou de existir; ela apenas estava escondida.

Há dias atribulados, cinzentos e marcados pela tristeza que parecem adoecer a alma. A rotina se torna pesada, os pensamentos ficam nebulosos e até aquilo que antes trazia alegria parece perder o brilho.

Mas precisamos lembrar: a tempestade passa, e a nossa luz interior não depende do tempo lá fora.

Os dias difíceis não são necessariamente o fim da caminhada; muitas vezes, são a preparação para novos amanheceres. Depois da chuva, o ar fica mais limpo, a paisagem ganha novas cores e aquilo que parecia perdido começa novamente a ser percebido.

Assim também acontece conosco. Deus não prometeu que jamais enfrentaríamos dias difíceis, mas prometeu estar conosco em todos eles. A tristeza pode visitar nossa casa, mas não precisa estabelecer morada em nosso coração. A noite pode ser longa, mas não é eterna.

Se hoje tudo parece cinzento, continue caminhando. O Deus que sustenta você durante a tempestade também estará presente quando o sol voltar a nascer.

 

Oração

Senhor nosso Deus e Pai, quando os dias parecerem cinzentos e a tristeza tentar obscurecer nossa esperança, sustenta-nos com a Tua presença. Dá-nos força para atravessar as tempestades sem perder a fé e coragem para esperar o amanhecer. Remove de nossa alma toda fuligem deixada pelas dores do passado e renova em nós a esperança, a alegria e a confiança em Ti. Que a nossa luz não dependa das circunstâncias, mas permaneça acesa pela Tua presença. Pedimos-Te em nome de Jesus. Amém.

 

Pensamento do dia

O céu pode estar nublado, mas Deus continua sendo a nossa luz. A tempestade passa; a presença de Deus permanece, (Bp Sebastião Cassemiro Borba).


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